Guitar Works / Synth Works 1984

by VÍTOR RUA

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about

(Scroll down for PT version of the text)

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ENG

While it is true that the recent increase in reissues throughout the entire record industry has led to the unburying of some recordings that were hidden in oblivion for a reason, interfering at times with the integrity of the original, while adapting it to a luxurious format not at all compliant with the intentions of the original release, it is also true that, when done properly, with honesty and accuracy, these can allow for a rediscovered attention to objects that were reserved to the ears of a tiny and hermetic network of collectors, until then. Therefore, this effort may be crucial to the renewed visibility of a few parts in an always moving whole - that of the understanding of a more or less recent musical past, and its much needed articulation and dialogue with contemporaneity.

The recent reissue campaign of Telectu´s catalogue, initiated with “Ctu Telectu”, from 1982 (originally released by Valentim de Carvalho, and now reissued on LP by Golden Pavillion), and “Belzebu”, from 1983 (originally a Cliché Música release, and now brought back to life by Holuzam on LP, with an extra CD containing the first version of this record, unreleased until now), demonstrates exactly that: carefully done reissues, with no pointless graphic updates – which is not the case here, as the cryptic geometry of André Trindade´s visuals dialogue, in a defiant harmony, with the sounds herein – and, whenever possible, recovering unreleased content, allowing to combine novelty, for the newer generations listeners, and archaeological interest, for those who experienced those records at first hand back then.

Even if already an evidence at this point, these have highlighted the importance of such group as an essential milestone within the exploratory music made in national soil, but not limited to its physical borders or to any restrictions imposed by the market – full of vitality, in constant mutation, dwelling in audial and temporal cartographies over which time itself gives updated interpretations. As with Telectu´s music, the same reflections can be applied to these recordings by Vítor Rua (one of its founding members, and an unsurpassable figure in the Portuguese music from the last decades) in its own name.

If the studio itself was viewed as yet another instrument, with a unique contextual importance and a direct influence in the recordings (the increased pressure and excessive rationalization mentioned by Rua, when speaking about the first Telectu studio experiences, could be a result of that), maybe the exercises here compiled would allow for a more relaxed approach, essential to the maturation of the artist´s identity, within the context of these first experiences with the languages of free improvisation?

This new edition on URUBU, which has been building quite a remarkable catalogue, as the result of a close documentation of some of the most interesting projects within the Portuguese underground, recovers recordings from 1984 and is divided in two tapes whose titles describe its content in a straightforward manner: “SYNTH WORKS” and “GUITAR WORKS”. However, behind its intentional literalness, there is the wish to avoid the interpretative constraints inevitably linked to any title, as well as a certain dose of irony: the relation with instruments is reconverted, bound to a creative combat between man and machine, reducing the relevance of the origin of sounds, under that same literal point of view, and giving more importance to the way they unfold and expand, allowing to create new languages from available resources.

Politicized through spontaneity, with no doctrines or self-imposed limitations, founded in the radical idea of free music as a fusion of theory and practice anchored in the creative individuality of the author, this is music that seeks confrontation, the questioning of forms and dynamics, a dialogue between its own essence and all stacked layers.

Circular and ethereal, with the needed devotion for an intimate understanding of these personal experiences and path, but allowing a space to breathe, as a marginal effort less conditioned by certain type of expectations associated with more exposed works, it sounds as refreshing and new as when it was recorded, absolutely lucid in regard to which space to occupy within the complex labyrinth where past and present collide in a plenitude yet to come.

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PT

Se a recente dinâmica de reedições no mercado discográfico tem servido, em alguns casos, para desenterrar gravações que estavam remetidas à obscuridade por alguma razão, ou noutros casos, interferindo com a integridade do original, adaptando-o a um formato luxuoso em nada adequado às intenções primeiras do lançamento, a verdade é que, quando feitas com a devida honestidade e rigor, potenciam uma atenção redescoberta perante objectos até então reservados aos ouvidos de uma ínfima e hermética rede de coleccionadores. Assim, este esforço pode ser crucial para a renovada visibilidade de peças em falta no sempre móvel puzzle do entendimento da música de um passado mais ou menos recente, e na necessária articulação e diálogo com a contemporaneidade.


O trabalho recente de recuperação do catálogo dos Telectu, iniciado com “Ctu Telectu”, de 1982 (originalmente editado pela Valentim de Carvalho, e agora reeditado em LP pela Golden Pavillion), e “Belzebu”, de 1983 (originalmente na Cliché Música, e agora resgatado pela Holuzam em LP, com um CD extra contendo uma primeira versão do disco, inédita até à data), é prova disso: reedições cuidadas, sem actualizações gráficas desnecessárias – não é o caso deste lançamento, em que a críptica geometria do artwork de André Trindade dialoga, em desafiante harmonia, com os sons aqui incluídos – e, sempre que possível, recuperando versões inéditas ou registos nunca lançados oficialmente, de forma a combinar a novidade, para ouvintes das gerações mais recentes, e o interesse arqueológico, para quem conviveu com estes discos à época.

Estas reedições têm contribuido para evidenciar, se tal fosse ainda necessário, a importância do grupo como marco fundamental de uma música exploratória feita em solo nacional mas que não se limitava às suas fronteiras físicas ou a quaisquer catalogações restritivas impostas pelo mercado - plena de vitalidade, em constante mutação, habitando cartografias sonoras e temporais a que o próprio tempo confere actualizadas interpretações. Tal como à música dos Telectu, também a estas gravações de Vítor Rua (um dos seus membros fundadores, e figura incontornável da música portuguesa nas últimas décadas) em nome próprio se podem aplicar semelhantes reflexões.

Se o estúdio se encarava como um instrumento, com uma importância contextual única e uma influência directa nos resultados (poderia resultar daí a pressão acrescida, a excessiva racionalização que Rua menciona, aquando das primeiras gavações de Telectu), talvez estes exercícios paralelos aqui compilados permitissem uma abordagem mais descontraída, fundamental para o próprio amadurecimento do artista, nos primeiros contactos com as linguagens da improvisação mais livre?

Esta nova edição da URUBU, que tem acumulado um notável catálogo, resultado da documentação próxima de muito do que de interessante se faz no seio do underground nacional, recupera gravações de 1984, divididas em duas cassetes cujos títulos descrevem sucintamente o seu conteúdo: “SYNTH WORKS” e “GUITAR WORKS”. No entanto, esta literalidade propositada, além da vontade de escapar aos constrangimentos interpretativos que os títulos inevitavelmente acarretam, deixa transparecer uma certa dose de ironia: a relação com os instrumentos acaba por ser reconvertida, sujeita a um combate criador entre homem e máquina, em que acaba por não importar assim tanto a origem dos sons numa perspectiva mais literal, mas a forma como estes se desdobram e expandem, permitindo criar linguagens novas a partir de recursos disponíveis.

Politizada na espontaneidade, sem doutrinas ou limitações auto-impostas, assente no radicalismo da ideia de música livre como fusão de pensamento e prática ancorados na individualidade criadora do autor, é música que procura o confronto, o questionamento das formas e das dinâmicas, o diálogo entre a sua essência e todas as camadas sobrepostas.

Circular e etérea, com a devoção necessária ao entendimento íntimo destas experiências e percurso pessoais, mas com o espaço necessário para que respirem, enquanto esforço paralelo menos refém de certas expectativas presentes em trabalhos com maior visibilidade, soa tão refrescante e actual como quando foi gravada, perfeitamente lúcida quanto ao seu espaço no complexo emaranhado das ramificações que cruzam passado e presente numa plenitude que há de vir.

credits

released May 25, 2020

All music originally played and recorded in 1984 by Vítor Rua.
Master by António Duarte.
Artwork by André Trindade.
Text by Manuel Pereira.

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